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quinta-feira, 30 de julho de 2015

A VITRINE

                                           



 A VITRINE

Uma  menina, de olhos castanhos escuros como a noite sem luar.
Um anjo de luz, caminhando em sua inocência e doçura, aprendeu que a vida é feita de vitrines.
E as vitrines são feitas para olhar.
Esse pequeno anjo caminha entre as crianças na escola, mas seu desejo era o recreio, quando podia tomar sopa e procurar os pequenos tomates e batatas perdidas.
Essa menininha pobre, sempre com a mesma roupa batida pelo tempo.
Mas continuava a passar aqueles lindos olhinhos pelas mesmas vitrines, cobiçando os salgadinhos sem saber o sabor que tinham.
E ela foi crescendo olhando as vitrines que a vida lhe ofereceu, e entendeu que continuaria a ver vitrines.
E esse pequeno ser, sem muito entender, só conseguiu viver porque nunca deixou de sonhar.
A vida lhe mostrou muitas vitrines, mas nenhuma vitrine do mundo poderia se comparar com a vitrine da escola.
Porque em sua inocência não conseguiu esquecer as vitrines que seus pequenos olhinhos não cansaram de olhar.







segunda-feira, 27 de julho de 2015

ADA- ASSOCIAÇÃO DEFENSORA DOS ANIMAIS ABANDONADOS DE LONDRINA





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                               ADA - Londrina
Enquanto muitos voluntários apaixonados por bichos apostam em abrigos especializados para recepcionar toda a sorte de animais abandonados, a  presidente da Associação Defensora de Animais Londrina (ADA-Londrina), Anne Moraes, decidiu dedicar o seu tempo a cães e gatos doentes, especialmente aqueles que foram atropelados. “Muita gente abandona animais que não estão mais saudáveis, de idade avançada ou que sofreram qualquer tipo de dano”, explica. O trabalho desta voluntária começou há quase três anos e foi oficializado há dois, com o objetivo de amparar animais maltratados. “Conto com a colaboração de veterinários que cobram menos pelos cuidados e invisto na medicação para vermes, castração e introdução de chips de identificação.” Uma vez recuperados, os animais ficam à disposição para adoções, anunciadas na página da ADA-Londrina no Facebook. Em alguns casos de atropelamento, Anne consegue localizar os donos dos animais. “Esta parcela é pequena, representa 1% do número de animais que abrigamos.” Além da dificuldade de encontrar os antigos donos dos cães e gatos, a voluntária lembra que é muito mais complicado encontrar um lar para um animal que já passou da fase de filhote. “Hoje temos 400 animais conosco.” Mesmo com tantos bichos sob tutela, ela garante que conhece cada um pelo nome e pelo perfil, o que ajuda na hora de fazer os anúncios para a adoção, que são disponibilizados quinzenalmente, com o auxílio do trabalho de uma fotógrafa também voluntária. “Apontar as características de cada um deles é importante para promover a adoção consciente.” O trabalho comandado por Anne depende, essencialmente, das doações de aproximadamente 30 pessoas e também da ajuda de outras instituições, que ajudam na promoção de eventos para arrecadação de dinheiro para o pagamento das contas da ONG, cujos maiores custos estão na alimentação e serviços veterinários

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sábado, 25 de julho de 2015

PATRÍCIA CHIOSI






                PATRICIA CHIOSI FALANDO DE SEUS SONHOS E REALIZAÇÕES 

            JORNALISTA E APRESENTADORA DE TELEVISÃO

Eu nunca pensei em ser Jornalista quando era jovem... Mas sabia que iria para o mundo das artes e das reflexões humanas. Ainda menina, já fazia aulas de piano, quando comecei o Ballet. A dança se tornou a grande paixão da minha vida, mas essa é uma história própria... que conto em outra ocasião... Dancei muito, em tantos palcos, praças, anfiteatros, qualquer ponto público em que coubesse um artista... Mas também já gostava de escrever... Foi aí que surgiu o Jornalismo e a Universidade Estadual de Londrina no início dos anos de 1990... (sou paulista de Jaú). O destino me levou para a TV, veículo em que nunca me imaginava nos tempos da Universidade... Queria trabalhar em jornal impresso! Hoje, quando olho pra trás, lembro a trajetória de 20 anos no vídeo. Fui repórter 13 deles, e nessas andanças pelas ruas de Londrina e região descobri o que me inspira nessa também apaixonante profissão: as pessoas. Eu aprendi com cada história contada por mim... Tantos olhos, sorrisos e dores, carências e lutas, versões e verdades... O ser humano me apaixona! E - sem demagogia - me faz querer ser alguém melhor todos os dias... Na realidade de olhar o irmão como verdadeiramente igual, ao ponto de sentar junto na sarjeta, é o que me  motiva a  continuar... A profissão do Jornalista tem lá suas crises - e nem quero entrar nesse mérito aqui... Mas continua linda, possibilitando as reflexões humanas, das quais falei no início desse texto. Além do conteúdo, também cuido da forma... A cada vez que escrevo, procuro fazer literatura, como diria um colega que muito admiro... Essa linda arte que também me inspira a pretensão, pode tornar a mera reportagem numa história que todos queiram ler, ouvir ou ver... São relatos de gente, fechando o círculo das minhas paixões.